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Prédio residencial ao entardecer com ícones digitais conectados, ilustrando a tecnologia no mercado imobiliário

Tecnologia no Mercado Imobiliário: como ela vai mudar o jeito de morar

A tecnologia no mercado imobiliário hoje ajuda a construir, vender, alugar e administrar imóveis, e a tendência é que ela deixe de ficar só na venda para cuidar também do que acontece dentro do prédio. Há pouco mais de uma década, fechar um negócio pedia visita em horário comercial, uma pilha de documentos e, na compra, uma tarde inteira no cartório. Hoje boa parte dessa jornada cabe no celular.
Se comprar e alugar já mudou tanto, o que ainda vai mudar? Este texto olha para o que vem pela frente, da inteligência artificial ao jeito de morar, e para o que as incorporadoras podem decidir desde já.

Neste artigo, você confere:

  1. O que a tecnologia já mudou no mercado imobiliário?
  2. O que são proptechs?
  3. Para onde caminha a tecnologia no mercado imobiliário?
  4. Como a inteligência artificial deve mudar o mercado imobiliário nos próximos anos?
  5. Como serão os prédios do futuro?
  6. Como vai ser morar nos próximos anos?
  7. O que a incorporadora precisa decidir hoje para construir o prédio do futuro?
  8. O futuro da moradia com tecnologia no mercado imobiliário

O que a tecnologia já mudou no mercado imobiliário?

A tecnologia trouxe mais velocidade e mais transparência ao mercado imobiliário. Processos que dependiam de papel, deslocamento e intermediários passaram a acontecer online, com informação disponível para quem compra, quem vende e quem constrói.

Boa parte dessa mudança vem de empresas que nasceram para resolver um problema específico do setor, e elas têm nome: proptechs.

O que são proptechs?

Proptechs são startups e empresas de tecnologia que criam soluções para o mercado imobiliário. O nome vem da junção de property (propriedade) com technology e cobre desde plataformas de aluguel e crédito até ferramentas de gestão e atendimento.

As que atuam mais perto da obra, como gestão de projeto e canteiro, costumam ser chamadas de construtechs. Na prática, os dois termos convivem, e muita gente usa proptech para o conjunto todo.

O ecossistema brasileiro já tem tamanho. A edição 2025 do Mapa das Construtechs e Proptechs, da Terracotta Ventures, mapeou 1.232 startups no país, um avanço pequeno sobre as 1.209 do ano anterior. A própria Terracotta lê esse ritmo mais calmo como sinal de um setor estável, que já passou da fase de hype.

Boa parte dessas empresas se concentrou até aqui na transação, do anúncio à assinatura do contrato. Com essa etapa bem encaminhada, a pergunta agora é o que vem depois.

Para onde caminha a tecnologia no mercado imobiliário?

A tendência é que a tecnologia passe a acompanhar toda a vida do imóvel, da obra ao dia a dia de quem mora. Dados e automação devem ganhar espaço, e o prédio passa a ser tratado como um produto que continua evoluindo depois da entrega.

O comprador já dá sinais desse caminho. Na pesquisa Moradia do Amanhã, do Grupo OLX, de 2025, o aplicativo do condomínio aparece entre as tecnologias mais desejadas, citado por 57% dos entrevistados, logo atrás das câmeras de monitoramento (66%) e do isolamento acústico (67%).

Muda também a forma de procurar um imóvel. Segundo o DataZAP, 4 em cada 10 entrevistados usaram recursos de IA, como ChatGPT e Gemini, durante a busca. É a inteligência artificial, aliás, que deve puxar boa parte do que vem a seguir.

Como a inteligência artificial deve mudar o mercado imobiliário nos próximos anos?

A inteligência artificial deve deixar de responder perguntas soltas e passar a executar tarefas inteiras, com pessoas acompanhando e decidindo. No mercado imobiliário comercial global, a JLL já vê a conversa migrando para a IA agêntica, sistemas capazes de raciocinar e executar sozinhos estratégias com várias etapas.

A adoção anda rápido. Na pesquisa da JLL, 88% dos investidores e proprietários já testam IA, contra cerca de 5% em 2023. 

No Brasil, o movimento também aparece. O Panorama da Inteligência Artificial no Mercado Imobiliário Brasileiro 2026, da Morada.ai com a BCB Inteligência e a Upload, mostrou que 56,5% das empresas ouvidas já usam IA em alguma etapa da operação. Entre as que não usam, ou não sabem informar o estágio, as principais barreiras são a dúvida sobre o retorno do investimento (23,8%) e a falta de equipe preparada (19,5%). O desafio dos próximos anos parece ser levar a IA do teste para a rotina da empresa.

Enquanto o mercado descobre como usar a IA na operação, o prédio em si também está mudando.

Como serão os prédios do futuro?

Os prédios do futuro devem funcionar como plataformas, reunindo moradia, serviços e convivência num só ambiente conectado. O prédio inteligente de hoje é o primeiro passo desse caminho: aquele em que o morador reserva a churrasqueira e cadastra uma visita pelo mesmo aplicativo em que acompanha as contas do condomínio.

Esse formato, que a Housi chama de smart living, é moradia conectada a serviços e pensada para poupar tempo de quem mora. Alexandre Frankel, fundador da Housi, defende que os edifícios podem se tornar uma das principais plataformas de distribuição de produtos e serviços da próxima década.

O empresário, inclusive, já traduz essa visão em realidade através do AppSpace, um ecossistema de serviços digitais que conecta moradores, marcas e o próprio edifício, criando novas fontes de renda e valor para o empreendimento. 

A tecnologia que antes ficava restrita ao alto padrão também começa a se espalhar. Fechaduras digitais e comando de voz, por exemplo, já chegam a apartamentos populares, segundo reportagem do jornal O Tempo.

E, se o prédio muda, o jeito de morar nele muda junto.

Como vai ser morar nos próximos anos?

Morar também deve ficar mais flexível e mais parecido com um serviço: contratos digitais, menos burocracia e a possibilidade de escolher por quanto tempo ficar. É o que se chama de Living as a Service (LaaS), modelo que trata a moradia como um serviço, com o prédio funcionando como plataforma de produtos e serviços para os moradores.

A Ademi-PR, associação de empresas do mercado imobiliário do Paraná, compara essa mudança ao que aconteceu com a mobilidade urbana, em que o acesso ganhou espaço sobre a posse. Segundo a associação, para muitos jovens profissionais e nômades digitais a prioridade passou a ser viver com flexibilidade e praticidade.

Na prática, isso pode significar alugar pelo aplicativo do prédio um ferro de passar para um evento, usar e devolver, como já acontece em prédios conectados à Housi. O mesmo raciocínio explica o avanço do imóvel por assinatura, em que o morador escolhe o prazo e contrata tudo em um só lugar.

Para quem constrói, esse cenário pede decisões que precisam vir cedo.

O que a incorporadora precisa decidir hoje para construir o prédio do futuro?

A primeira decisão é a infraestrutura, porque é a mais cara de corrigir depois da obra. Conectividade e controle de acesso ficam bem mais simples quando já estão previstos na planta, e a Folha Vitória já cita infraestrutura para automação e preparação para carregar veículos elétricos entre os itens que o comprador passou a esperar de um empreendimento .

A segunda decisão envolve dados e sistemas. A JLL observa que as empresas que mais avançam com tecnologia, no mercado comercial, são as que têm um roteiro definido, dados de qualidade e apoio da liderança. Na pesquisa da Morada.ai, 67,9% das empresas que usam IA contrataram soluções de terceiros e apenas 15,4% desenvolveram ferramentas próprias, então decidir o que comprar e o que construir também faz parte do planejamento.

Pensar nisso faz parte de definir bem o produto imobiliário, uma etapa em que existem erros bem comuns que valem ser evitados.

O futuro da moradia com tecnologia no mercado imobiliário

A tecnologia no mercado imobiliário começou nas vendas e caminha para o dia a dia de quem mora. Para as incorporadoras, o momento de pensar nisso é o projeto do empreendimento, porque é lá que se define um prédio que continua útil depois da entrega.

É esse o papel da Fórmula Housi: uma assessoria para incorporadores focada em transformar m² em ativos digitais, conectados e altamente rentáveis, desde a ideação até o planejamento do lançamento. Conheça a Fórmula Housi e fale com nosso time de especialistas para entender como aplicar essa visão no seu próximo empreendimento e tornar seus lançamentos mais inteligentes.

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